segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Responsabilidade e culpa

Acredito que o ser humano contribui para a criação de cada condição de sua vida, seja ela boa ou má, em função de sua maneira de pensar e sentir. Os pensamentos criam sentimentos; assim, passa-se a viver de acordo com esses pensamentos e sentimentos. Mas isso não significa que se é culpado pelo que sai errado na vida.
Existe uma diferença entre ser responsável e culpar a si mesmo ou aos outros. Quando falo sobre responsabilidade, na verdade estou falando sobre possuir o poder.
Quem acusa os outros, entrega a eles o poder capaz de modificar sua própria vida. Se você costuma fazer papel de vítima, está usando seu poder pessoal para ser indefeso. Quem decide aceitar a responsabilidade não perde tempo pondo a culpa em alguém ou alguma coisa que está lá fora.
Há pessoas que se sentem culpadas por criarem doenças, pobreza ou problemas no mundo que as cerca. Escolheram interpretar a responsabilidade como sendo culpa e sentem-se culpadas porque acreditam que falharam em alguma coisa. Para mim, responsabilidade não tem nada a ver com culpa...
Responsabilidade é a capacidade de reagir a uma situação. Sempre temos uma escolha. Isso não significa negar quem somos ou o que temos. Simplesmente quer dizer que devemos reconhecer que contribuímos para ser o que somos.
Assumindo a responsabilidade, ganhamos o poder de mudar e dizer:
- O que posso fazer para mudar isto?
Para que isso aconteça, é preciso, acima de tudo, compreender que todos possuímos o poder - o tempo todo, e tudo depende do modo como o usamos.

(por Louise L. Hay, do livro "O poder dentro de você")
Um enorme abraço e suce$$o!
FS

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Maneiras de dizer as coisas

Certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.
- Que desgraça, senhor! – Exclamou o adivinho. – Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.
- Mas que insolente – gritou o sultão, enfurecido – Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui! Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:
- Excelso senhor! Grande felicidade vos esta reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes. A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:
- Não é possível! A interpretação que você fez foi à mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.
- Lembra-te meu amigo – respondeu o adivinho – que tudo depende da maneira de dizer. Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta duvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade. A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.
Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dizê-la a nós mesmos diante do espelho. E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. Importante mesmo é ter sempre em mente que o que fará diferença e a maneira de dizer as coisas.
Pense nisso!
Um enorme abraço e sucesso!
FS